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Mostrando postagens de Agosto, 2009

_largada e mau humorada_

Ando chata. Largada e mau-humorada.

Os textos de outros dias, servem para dias como o de hoje. O que não me faz querer escrever algo mais.

Enquanto lá fora, um bocado se diverte. Eu permaneço aqui. Tentando me entender. Querendo entender.

Umas luzes acesas, sons diversos, e eu. Aqui.

(Sem inspiração. Então... Fui )

_parar de tentar crescer_

Existe vazio tão grande, como os espaços sem uso neste pequeno apartamento.

As luzes lá de fora refletem, aqui dentro, como se mostrasse o silêncio das vozes inexistentes.
O sofá, parece imenso, ao me envolver tristonha.

A cabeça gira, em pensamentos vagos, num alvoroço sem compreensão. Nem se quer o rádio ou a televisão são o bastante agora.

E fugir talvez não seja o bastante. Assim como ficar aqui, parada.

Necessito de nova vida, de viver sem parar. E sem cansar.

Ainda estou viva, mesmo que parecendo morta. Em outrora, a ponto de dar a cara para bater. À mim mesma.

Não posso parar de tentar. Não agora. Parar de tentar crescer.

_vai passar_

Por medo ou prevenção, tentei evitar ao máximo.

- Não interpretar as entrelinhas, não criar espectativas. Não manifestar visões de um futuro.

Parecia talvez, que uma voz ao fundo, me avisara dos rumos tomados.

São sempre dias lindos, e noites escuras. Um pequeno coração despedaçado, tentando se esconder.

Banir qualquer informação que o faça parar de bater. Punição aos viajantes pensamentos.
Conscientização do inconsciente. Todas tentativas em vão.

Medo ao olhar o espelho. Ver os pedaços ainda mais despedaçados. Amargura incoerente, vazando pelos dedos. Gritos apunhalando a garganta cansada de gritar.

E na verdade, furacão e ventania. Que quando acalma, sempre se recorda de que tudo, um dia, vai passar.

_mesma linha de partida e fim_

Já não é o bastante. O vazio, agora por outros motivos, causa mesmo ardor.

Ideias sem fundamentos. Gestos indecisos. Atitudes improváveis, difíceis de entender. Textos ou quaisquer resquício de você aqui, já não condiz com o presente.

Tanto foi feito. E a que ponto chegamos? Na mesma linha de partida e fim. Num caminho onde o começo e o término são praticamente os mesmos. Onde apenas aprendizados ficam.

Aprendizados estes, que ninguém consegue apagar. Por mais dolorido que seja.

E ver você, mesmo que de longe, me faz pensar tanto como sentí-lo por perto. Estas tão estranho. Que é impossível perceber se quer o que sente, ou pensa. Ou então, eu mesma, não o quero fazer mais. Não mais.