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Mostrando postagens de Junho, 2009

_necessário sentir_

E eu, que tanto prezo pela felicidade de todos, por vezes, esqueço de cuidar da minha.

E é ai que eu percebo que sorrir, faz todo o sentido, quando é sentido realmente.

E que não adianta mentir para si mesmo. Afinal, existe sempre um vão que vai lembrar teus setimentos.

E na calada da noite, te dizer que sorrir apenas, não basta. É necessário sentir.

_cantar dos pássaros_

Agora, os finais de junho anunciam mudanças. É uma nova época. Inicia-se uma nova estação.

Hora de fazer novos planos, buscar outros rumos. Tudo que preparaste, já não lhe serves mais.

Precisas preparar-te cachecóis, luvas, casados pesados. É tempo de inverno. E não existe mais momentos para lembranças. É como uma ida sem volta. E por que reviver um passado que hoje já não faz mais sentido?

Busque novos campos para viver esta estação. Ver o sol nascer escondidinho, pelos mais verdes campos de flores encolhidas.

- E lembrar, que mesmo nas manhãs mais frias, o cantar dos pássaros pode tardar... mas estes... Ah.. estes jamais deixam de mostrar teu canto. Por mais cinzento que sejas o céu ou os ares por quais voam.

_com olhos, cheio d'agua_

Maio nunca esteve tão encantador como o passado. Foram horas manifestando um sorriso inigualável, com uma completude jamais vista.

Recordo-me com olhos, cheio d'agua, de quando percebi tal beleza e diferença. Era um, em muitos, no qual apreciei sem medo. Eram os segundos mais longos que seguiam até o momento de encontrar-te.

Apreensão, ansieade e suspiros. Acalmados por um olhar, quando tomava-me em teus braços. Acolhedor abraço.

Era proteção, e medo algum fazia sentido. Eram horas, passageiras, e noites ao teu lado. E qualquer gesto, acelerava ainda mais o meu esperançoso coração.

Pulsava em ritmo acelerado. Faltava-me o ar. E as palavras se calavam, enquanto os olhares diziam por si só. E nesses instantes, é que eu percebia, que o escondido amor, havia vindo mostrar as caras.

- Sim. Ele acreditava que poderia ressurgir.

_cego coração_

E quanto mais insistir, mais sofrer. Já dizia a razão para o pobre e cego coração.

E certamente, está na hora de ouvi-la. Antes que sofrer seja vocabulário insistente, que tarda em ir embora.

É o momento de deixar para traz. E esperar as novidades advindas junto ao longínquo e aquecedor inverno.

_fechado para balanço_

Tenho abandonado tanto o delongas. Que nem mesmo o formato anterior é cultivado. Sofreu mutações, assim como eu. E sem dúvidas, perdeu também sua forma e conteúdo.

Mas, são épocas. E as mudanças são originárias dos atos passados. Tantas coisas andam acontecendo. Talvez um tempo fechado para balanço.. Mas não.. Se faz necessário escrever.

Em pouco tempo, me vi apaixonada. Ganhei uma nova irmã. Adquiri novas dívidas. Tentei fazer as pazes com mamãe. Tentei também colocar juízo na Bi. Manter meu apartamento em ordem. Entrei em férias. E tantas coisas mais.

E o melhor da vida, é saber que ela nunca é igual. A não ser que você escolha parar de viver.
E de fato, eu não quero parar. Não agora.

(Em busca de novas inspirações. Textos clichês. E eu os odeio sempre.)

_inquieta manifestação_

Existem momentos que há tanto à expressar, que nem mesmo todas as palavras do mundo seriam capazes de descrever os sentimentos.

E nessas horas, o silêncio toma o lugar do grito, numa inquieta manifestação oculta, que apenas você pode compreender.

É como o ar trancafiado entre as traquéias e o pulmão, um coração acelerado que para momentâneamente de bater, e todo um corpo dilacerado em função d'outro.

Pra terminar, ainda sentes aquele frio na barriga, resultando ainda mais na falta de ares, que tanto precisas. E com pernas trêmulas, perdes o chão.

- Esta na hora de acordar.

_esquivar-me das verdades_

Dizer a mim mesma que nada sinto é esquivar-me das verdades. E nas indas e vindas, repentinamente, as mudanças. E as ações passageiras qual o tempo tarda a levar. Uma, duas, três, ou quantas mais serão necessárias. Talvez eu ainda não saiba brincar de amar. E nessas horas, perder o controle, torna apenas o jogo mais complicado.

- Num tempo de inconstâncias, o melhor a fazer é lançar os remos e seguir apenas para onde o vento fluir. É o jogo da vida, minha garota. É a vida.

_você de volta_

(tô confusa. e é isso ai. emo é a mãe... )



Agora penso no brilho dos teus olhos, naqueles poucos instantes. E eu, ainda na incerteza de que ali era meu lugar.

Aos poucos, ia me acostumando com tudo aquilo. Inclusive com você. Que sorria bobamente para mim, preocupado. Indagando se precisava de alguma coisa, se estava bem, e coisa e tal.

E em pouco tempo, percebi que uma imensa mudança estava ocorrendo. Dali em diante, eu já não ia querer largar mais.

E ainda penso nisso, em todo anoitecer. Quando peço para não sonhar. E ao acordar, aonde você possa estar. Apenas não querendo mais cruzar teus caminhos. Dito que de longe é complicado ficar.

E como aqueles dias, eu espero novos. E você de volta. Aqui.

_a espera do final feliz_

Mais uma vez ele volta. E assim como das outras, cheio das estórias para contar. Sorridente, confortável e animado.

Mas, diferente das outras, passa um filme. Um roteiro real do passado e a incerteza de um futuro, idêntico ou inovado.

Sentes medo de reviver tudo que agora estara abafado. O que por longas noites, pensantes, quisera deixar trancafiado.

Talvez não exista mais por quês. E tudo que viveu, não se resume em nada além de passado. Ou então, um passado mesclado, tragicômico, que necessita apenas de novos horizontes para ser escrito com cenas diferentes. Uma continuação. Uma novela, que encontra-se no meio da trama, a espera do final feliz.

- E nessas alturas, a única certeza, é a que me mantém viva. E que de sentimentos... Ah.. Esses, eu estou longe de entender.

_hora de trocar de estação_

Sempre quando tudo se ajeita, quando tudo esta perfeito demais, podes esperar que não duras por muito.

A minha felicidade durou um mês. Com relação a ti, claro.

Um mês de perfeitos e sonhadores dias. De noites com insônias intermináveis, para apenas olhar você dormir. E amanheceres, dos mais inpensados modos, despertado, estampando um sorriso de ponta a ponta.

E das mais lindas estórias contadas por estes tempos, dentre entrelinhas mal escritas, teu nome oculto é relembrado por meus pensamentos.

Foi um lindo verão, onde os pássaros cantaram do modo mais alegre e sonhador. E agora, de galho em galho, voam, migram. É hora de trocar de estação. E quem sabe eu te encontre no próximo verão??? Ou não.

Já não existe mais tempo, paciência, e até mesmo consciência.

_metafórico, fato_ (e brisado tb.. )

Após um post sobre o brechó, coloquei-me a pensar. Do que mais pode-se usar tal palavra.

Se um local de peças antigas ou usadas que retornam a circulação pode receber tal denominação, acredito que pode-se também aplicar às coisas da vida em que vão e voltam. Não necessáriamente para nós, mas no mesmo sentido.

Cultivo um brechó dentro de mim. Um acumulo de peças e sentidos já abalados que frequentemente retornam. Vão e voltam. São reutilizados. Recebem novos itens. Acendem e apagam.

É... metafórico, fato. Mas não deixa de ser real. Ao menos, não para mim, que com tantos deslizes e concertos, busco sentidos para as mais diversas perguntas.

_o que era aquilo, eu não sei_

Férias. Falta de horários e rotinas... E por quê não ir as compras no primeiro dia???

Encontras uma amiga maluca. Se diverte, e, com um humor engrandecido, nada parece abalar.

Chega no local. Esquisito às primeiras vistas. Ria, diz coisas zombando dali. É diferente... E ao mesmo tempo, a instiga a explorar.

Dentre um manequim e outro, filas de roupas. E cada vez mais parece tudo engraçado e pedindo para ser explorado. Experimenta... Procura.. Pensa... Prepara modelos pensados e decide por algumas peças.

É.. quem diria que um brechó pudesse reservar um fim de tarde de inúmeras risadas??? O que era aquilo, eu não sei. Tinha de tudo. Até mesmo óculos sem lentes, malas antigas e o que precisasse.

- Até mesmo os meus sentimentos se desprenderam e viajaram por lá, fazendo com que eu os esquecesse por alguns minutos. E os sentimentos... ah.. os sentimentos. Estes, mesmo que se percam por ai, sempre retornarão.

_ainda há tanto_

Friozinho gostoso. Pensamentos andantes. Falta do que fazer...

E nessas horas pergunto-me aonde quero chegar. E das mil e uma respostas, apenas sei que não quero parar.

Sim... ainda há tanto a aprender...

Ainda mais se o assunto for você.

_não havia nada de muito mais_

Ontem estava fazendo uns textos por aqui... E apesar de tudo, e por não gostar dos resultados, até gostei do assunto de uns...

Dizia sobre pessoas que nos aparecem, momentos alegres e por ai vai.. Embora ter ficado extenso demais, achei interessante... Então, qualquer hora, posto aqui..

E sim... graças a muitas pessoas que nos aparecem é que damos mais entusiasmo a nossas vidas... E eu, mesmo tímida, não me questiono por ter poucos, mas sim, agradeço por ter os melhores amigos. Dos mais novos aos mais velhos. Sem meio termo. Melhores apenas.

Ando com vontade tamanha de ler, escrever, sair e ver tudo quanto for forma de arte ou cultura. Quem sabe isso aqui deixe de ser apenas 'delongas' e passe a ter mais utilidade... ou continue na mesmisse que é. Até ao menos o meu amor novamente sumir.

Não costumo fazer balanços, mas não havia nada de muito mais para postar hoje. (Sem contar os outros textos, óbvios.)

_e seus borburinhos_

(mais um da sessão Bru boba.... =/ Ecat!!)


Repentinamente, vem o vazio. A vontade de retornar alguns dias. Dias dos quais você andava por perto.

Incrível como esse sentimento acabou por tomar dimensões inesperadas em tão pouco tempo. Tempo qual meu sorriso pode ser intenso. Tempo em que dormir tarde era tão fácil, quanto acordar cedo. Tempo esse, em que você me mostrou um outro lado, desconhecido e apaixonante.

E... da mesma forma que me joguei ao novo, sempre soube que a queda poderia ser brusca.

Desprovido de qualquer estereótipo, ainda consigo sentir teu cheiro, o modo com que me abraçava, e seus borburinhos. E até imaginar sua cara de mal, me encantando por todas as vezes, quando me deixava partir somente depois de ter a garantia do aviso quando em casa chegasse.

Suas mãos quentes aquecendo as minhas geladas em dias de frio. Resultado também da minha ansiedade por contigo estar. Assim como o frio na barriga contido após teus confortáveis abraços. E a tranquilidade após poucas palavras …

_desprender seus pensamentos_

Chegar em casa depois de uma tentativa de se distrair. Em vão.

Nem todas aquelas luzes ou pessoas conseguiram desprender seus pensamentos daquilo que te domina.

Era maior. E a mente parecia vagar ao longe. E nada, nenhuma bebida ou droga te tiraria de vez de tudo aquilo. Os pés cansados apenas alertavam quão grande ainda será o caminho que terás de percorrer.

Mas a certeza, depois de tantas dúvidas, é a qual não posso deixar escapar. E não vou.

_eu procuro por você_

Engraçado que por todo tempo, mesmo que inconscientemente, eu procuro por você.

E até mesmo nos locais mais inesperados, qualquer sinal, vulto, silhueta, me enche de esperanças.

E a minha espera incansável continua.

_tudo uma questão de tempo_

Sim.. novos dias. Feriado.. Final de semana.. E eu voltarei a escrever como antigamente.

É tudo uma questão de tempo...(literalmente)

Agora... Alguém me traz um merengue ou um talento branco com passas? (risos)

_um coração endurecido_

É.. Tão repentino... Depois de tempos e tempos adormecido e amedrontado ele volta. É o meu amor que estava contido por um bocado de tempos.

Mesmo na espreita, ronda o que supostamente pode ser bom. Corre atrás, decide dar uma chance a si mesmo. Principalmente a chance de voltar a sorrir. Alegremente. Abertamente.

Entretanto, escolhas infundadas. Sem muitas minúcias. Sem averiguar os perigos.

E então, resta um aperto contínuo e gritante, que puxa a saudade, proveniente dela. E dos meus amarelos sorrisos, voltam os lábios fechados, a inconstância do humor, e os projetos de armaduras.

- Aos poucos vou me desprendendo novamente. E na próxima saída, certamente terei proteções um tanto quanto mais fortes, e um coração endurecido.

_aquele perfume_

Mesmo atarefada e sem muito tempo para se concentrar, por instantes, pareço sentir teu cheiro. É como se qualquer brisa que passasse por mim, trouxesse consigo aquele perfume.

Um cheiro sem igual, ou comum a muitos por ai. Mas sem dúvidas, especial.

Paro, respiro, me limito em pensar sobre. Na verdade, até penso ser ilusão os sentidos. Ou então, que fora a única forma de visitar-me, se não em pensamentos. Como os meus, perdidos pelos teus.

Volto a colocar os pés sobre o chão... E sem mesmo entender, sigo. Pois já não sei ao certo o que se passa por aqui.

_calar-se por poupar palavras _

Não compreendo ao certo qual seria minha reação. São inúmeros pensamentos e oscilações.

Não saber o que falar por querer falar demais. Ou calar-se por poupar palavras que podem ser ditas através dos olhos, brilhantes, como são os meus quando olham para os seus.

Oportunidades desperdiçadas. Estilhaços, e agora tudo esta ao longe.

De tão estranho e incerto, passou pouco tempo, suficiente para mudar metade do meu mundo. Que agora implora pelo seu.




(o que a falta do que fazer não faz com quem passa um monótono domingo frente a um computador?)

_tardia a consciência_

Pois quando penso que tudo se encaminha na direção correta, me vem uma avalanche de pensamentos que desnorteiam todos os rumos já tomados.

E numa constante, esse vai e vem sempre chega nas horas incrédulas, onde não acreditas mais em nada. E quando dá conta, percebe que não há volta. Estavas totalmente presa ao novo.

Como lição aprende a nunca duvidar ou recusar sentimentos. Afinal, sempre podes ser tardia a consciência de que tudo pode valer a pena. Basta tentar

_os minutos correm_

Ouço músicas. Olho ao redor. E meus olhos, mesmo pesados, insistem em piscar.

Faltam palavras para digitar. E enquanto isso, os minutos correm. O que acaba por me deixar angustiada por não aproveitá-los de melhor maneira.

Preciso de mudanças. Começando pela rotina.

_mais utilidade, talvez_

Pois é. Digo que a falta de tempo anda me deixando esquecida até mesmo deste. De meus pensamentos. Das minhas ilusões e meus escritos.

Esse blog, onde transcrevo minhas criações e misturas entre real e imaginado, é por vezes, refúgio. E de tempos em tempos, me pego recordando das estórias contadas.

Na realidade faz-me necessário escrever por outras bandas. Novos tipos de texto, outras fundamentações. E talvez intenções. Vontade não me falta.

Contudo, ainda é bloqueada a criatividade para tal. Como uma redoma que não me deixa escapar novos rumos, ou outros tipos de palavras. Das quais não sejam vagas, falando por entrelinhas de sentimentos abafados, ou qualquer coisa que seja.

Sinto sede de novidades. De descobertas. De novos meios. De mais utilidade, talvez.