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Mostrando postagens de Março, 2009

_regados a uma tal sensação_

Andei a ler antigos textos por mim escritos e regados a uma tal sensação qual pareço novamente sentir ao relê-los. É como se retornasse aqueles dias. Me colocasse a frente do computador e dedilhasse as mesmas palavras. Sem alteração alguma.

Mal sei me entender, o que dirá chegar a entender a ti.

_Por que fugir?_

Estava a pensar. Meus textos são quase sempre sobre o mesmo assunto. E isso vira um tédio só. Embora eles sejam as linhas mais mal escritas, mas nas quais me encontro de verdade. Por detrás de palavras xulas onde apenas eu saberei identificar sua posição em cada texto. E o sentimento passado através de migalhas de letrinhas unidas.

Tenho tido sonhos estranhos. Acordo atordoada por toda madrugada. Não sei o que me acontece. E por momentos eu queria sumir. Ir pra bem longe. E voltar somente depois de esquecer fatos, resolver histórias mal contadas, afastar muita gente do meu (in)consciente.. Mas e a saudade de quem fica? Fica onde?

Conto nos dedos as pessoas que me importo. E essas poucas sabem bem quem são. E sempre acabo por chegar a mesma conclusão. Por que fugir? Se ficar pode ser tão mais surpreendente do que simplesmente me esquivar?

_encho-me deste líquido ruim e viciante_

Copinhos de café. E nos momentos em que não há nada para fazer, enquanto rascunho uns papéis, encho-me deste líquido ruim e viciante. Engraçado dizer que falta apenas umas bitucas de cigarro e logo me veria numa cena típica daqueles escritórios rotineiros onde as pessoas estão debruçadas em pilhas e pilhas de papel, que se desgastam e perdem o dia estressadas, fumando e bebendo o maldito do cafezinho, emendando ao clichê de que ele é bom para manter acordado.

Mas vamos parar por ai, que umas doses de café já bastam. Estou até pensando em trazer outros tipos de bebida para adoçarem minhas manhãs com sono. E outra, pilhas e pilhas de papéis? Onde? Na minha mesa jamais. E por fim, mesmo parecendo rotina, não vou deixar meus dias se tornarem uma. Então, tento fazer coisas diferenciadas, horários diferentes, e tudo mais.

E confesso que hoje estou tão sem pique de escrever que esse texto relido não renderia nem mesmo um parágrafo. Talvez são os efeitos do café que por vez consumiram meu céreb…

_e enquanto não encontra, sonha_

Luzes fortes. Som ensurdecedor. E uma multidão na platéia. Dentre a tantos; eu, você, ele, ela, geral. Assim formando um todo. E vagando por la também estava meu pensamento que livremente quer adentrar-se a todos os cantos em sua procura. E enquanto não encontra, sonha.

Talvez sonhar é o que me permito fazer nas horas em que tento encontrar-te. Em vão. De que me adianta sonhar quando isso já não mais basta? Eu na verdade sinto a necessidade de viver. Viver ao lado seu. Sonhando os mesmos sonhos. Criando novas histórias, escrevendo melhores estas linhas mal escritas em um blog qualquer.

Venha. Que eu estou a te esperar.

_suficientemente bastante para lhe fazer pensar um pouco mais_

Sinais de novidades. E o que me causava medo, talvez não o faz mais.

O som que ouço em minha volta são apenas palavras. Das quais absorvo pelas entrelinhas as desconhecidas. E confesso. Preciso estar rodeada de pensadores e intelectuais. Entrei em abstinência de aprendizados e necessito vocábulos cultos, escritas superiores e suficientemente bastante para lhe fazer pensar um pouco mais.

Um livro novo caberia bem nessas horas.

_essa tal liberdade que temos_

O sono as vezes me pega desprevenida. Nem mesmo imensas doses de café podem o espantar. E o mesmo tempo que me faz querer dormir, me quer levar a vida. Sair da rotina, andar por ai, conhecer as mais diferentes histórias e pessoas. Aprender e viver dia-a-dia intensamente. Sem arrependimentos, sem papas na lingua, sem pé atras. Apenas viver. Aproveitar essa tal liberdade que temos. E cada segundo que passa eu desejo mais e mais a minha vida. A minha vida, um par de sapatos, algumas mudas de roupas.

Dizer tchau e me perder pelos mais belos e estranhos vilarejos. Voltar com as mais infinitas histórias. E com o aprendizado que jamais alguém podera me tirar.

_quando a distância parece tamanha_

Existem pessoas que fazem tamanho bem a você e por muitas vezes só percebes isso na ausência delas. E ai vem aquele momentâneo e amargo aperto ao peito. Não sabes muito bem o que fazer. Afinal, talvez não deste devido valor quando tivestes oportunidades. Ou, na ocasião, não recebeu nenhum sinal como retribuição.

E então, o que fazer quando a distância parece tamanha e a aproximidade que desejas, se torna praticamente impossível?

_porque existe um impulso maior_

Errar. Errar e continuar a persistir nos erros. Existem fatores que nos mostram o que é bom e o que nos faz mal. Por vezes nos iludimos em persistir. E vemos que na verdade deveriamos ter desistido a tempos. Mas porque existe um impulso maior que nos leva a cometer a mesma escolha, por mais que saibamos que ela nos fará pior?

_por longas noites mal dormidas_

''E a cada dobra conto histórias, de muitas delas sinto medo (...)" Assim já dizia a antiga canção. E por mais que seja escrito por uma outra pessoa, sinto encaixar-me aos mesmos escritos.

E com a tal doce melodia, sigo meus dias. Contudo, estás presentes em cada pensamento, cada tomada de decisão, cada novo suspiro ou sonho. Nenhuma explicação cabível. Nenhum conforme. Tudo ainda parece sumir as minhas vistas, ou embaçar-se pelos ares.

Entretanto, ainda me restam dúvidas sobre o que na realidade faz ou não sentido. E nessas horas, a dúvida causa mais transtornos do que simples certezas ou meras mentiras. E então, certamente, por longas noites mal dormidas, ainda me recordarei de você ao levantar.

_e imagino-te aqui_

Onde estará o MEU amor? Engraçado que fico a imaginar seus passos, sua caminhada até mim. Sem um rumo certo, a ponto de esbarrar-te por pedras e cair novamente por outros cantos. Pareço sentir seu cheiro sem ao mesmo tê-lo sentido alguma vez. É como se fechasse os olhos e compreendesse que além do imaginável existem coisas ainda mais complexas, que só descobrimos quando nos permitimos sonhar.

E assim eu sigo, sonhando e vivendo. Imaginando aonde estarás o meu amor. Enquanto eu, por detrás desta tela, teclo palavras que me vem a cabeça. Sem mesmo saber a quem irá chegar e se um dia irá chegar.

Sinto sua presença. Fecho os olhos. E imagino-te aqui. Mas ao abrir apenas cultivo um sentimento guardado a sete chaves, engolindo a seco uma vontade amarga e ao mesmo tempo doce de gritar em sua direção.

Vem. Venha logo.

_e eu, leiga que sou_

Alguém pode explicar o sentimento que nos passa sensação de prazer, medo, vontade, felicidade, frio na barriga e muitos tantos outros de uma só vez quando se vê uma única outra pessoa?

Comum dizermos que amamos. Mas podemos perceber que conforme o tempo passa, passamos também a amar um bocado a mais do que amávamos os amores antigos. Ou julgamos que então não era amor.

Amor. Diversos tipos e sensações. E eu, leiga que sou, ainda afirmo sem dúvidas, que ninguém consegue decifrar esse sentimento em outras palavras a não ser ele mesmo. AMOR.

_a angústia talvez_

Por instantes perco a linha. O foco. O chão. Insistentemente me vem dúvidas e com elas certezas das quais não quero acreditar. Bate o medo. A angústia talvez. E então me perco entre papéis e rabiscos que expressam caladamente o que sinto. Pra falar a verdade, tantas coisas me incomodam. Há tantas, das quais poderiam ser diferentes. Motivos até tolos e que minha consciência martela e insiste em querer mudar.

Preciso de mudanças. Começando por mim mesma, que cria conflitos até mesmo onde eles deixam de existir.

_migalhas de papel rascunhadas_

E afinal, o que é isso???

Há uns dias fiz o blog. E, na verdade transcreverei nele as migalhas de papel rascunhadas que encontrar por ai.

Vamos ver no que vai dar. Meu novo canto particular que todos podem xeretar. ;)

_Cada vez percebo as horas passando mais depressa_

Tempo. O que é tempo num viver a vida cheio de afazeres? Ou o que seria viver a vida num momento em que existem tantos outros momentos dedicados á outras coisas?

Cada vez percebo as horas passando mais depressa. Se antes, reclamavas por tanto tempo livre, sem absolutamente nada a fazer, agora, reclamas.

Engano dizer que não havia nada a se fazer. Reclamavas por ter tanto tempo sem ocupação. Mas passas a dar-te valor quando não existe mais e percebe que pode-se dizer: estou entediada de fazer nada. Se não havia nada era porque quis assim.

Agora olho para traz e vejo a importância do tempo. Dias passam embaixo de meus olhos e nada posso fazer para torná-los melhores aproveitados.

E ai, se passam dias, meses, anos.... Quando se da conta, percebe que realmente ja não há mais tempo para aproveitar. Lhe falta pique. Não há mais vida.

_O hoje, por mais que fere-te, ensina-te_

Sabe aquele dia em que tu acorda e não sabe se está de mal humor ou se é sono?? Então, encontro-me assim. E de fato acredito que seja um bocado dos dois.

Na verdade creio que nós mesmos criamos ilusões para depois decepcionarmos com elas. A imaginação vai além. Mas, com os pés de volta ao chão, sofres. A queda dói. Ensina-te e eleva-te a sonhar novamente. Permite-lhes novas apostas.

Sinto medo do que esta por vir. Mas desejo de um futuro em breve. A verdade é que preciso refazer algumas idéias e reverter as antigas.

Afinal, quem nunca errou em um querer? O hoje, por mais que fere-te, ensina-te.

_Instintivamente calado_

Eis o vento que toca levemente sua face a buscar-te um sorriso ou expressão similar. Analisas o dia. E nem mesmo a calmaria ou o cantar dos pássaros são hoje capazes de animar-te. Podes trovejar e chover.

-Nada mais pertence-me hoje, exceto o sofá apertado e inquieto de alguém estarrecido de lembranças frente a uma monótona e chata televisão.

Não queres mais pensar em nada. E guarda para si tudo que sentes. Mutável. Gritante. Instintivamente calado. Fraco demais para se mostrar forte por todas as horas. Embora forte por suportar tais circunstâncias.

Preferes não imaginar nada além dos poucos segundos que estão por vir. Ou então, eleva o pensamento a meses longínquos. Mas na verdade sabes o que esperas. E construções momentâneas de quereres já não a levam a lugar algum.

-O importante agora é embrulhar-me em edredons, fazer umas pipocas e comer chocolates, esperando vir as próximas cenas de um incerto futuro.