Agora minhas lembranças correm por ai. Por todo tempo relembram de outrora. Não me permitem esquecer. E sem perceber é o teu cheiro que domina o meu ar.
Diga meu bem, o que está acontecendo com a gente. Diz se tudo está se perdendo ou ainda temos alguma chance. Ainda é tempo de recomeçar, de lapidar nossos erros e prosseguir no caminho. Esqueça das brigas, de tudo e daquelas coisas que nos distanciam. Ainda temos tanto a aprender. E veja, muita coisa está acontecendo. Minha cabeça transita entre tarefas mas não encontro solução. Tudo pode ser como a gente imaginou. E será. Não vamos permitir que tudo se perca aos poucos. Aqui dentro ainda é você que completa meu inteiro. E eu sei que não é possível seguir só. Me deixe ficar, só mais um pouco e uns dias mais, Pra te fazer enxergar que daqui uns anos tudo não passara de fase, que nos fortaleceu e pudemos somar ainda mais a nós.
O que são pessoas, se não o rumo de nossas vidas? Algumas passam sem deixar vestígios. Outras, ficam; marcam. Algumas magoam, fazem doer e nos decepcionam. Em contrapartida, logo existem aquelas que nos completam, nos ensinam, nos fazem viver. - O que seria de nossas vidas sem pessoas? Acredito eu, que no fundo, vivemos tão mais em função delas do que de nós mesmos. Olhe ao redor, existem tantas. Que quando nos damos conta, algumas se foram e outras chegaram sem serem notadas. - Mas as que marcam... Ah, as que marcam, nunca se vão . Por mais que o tempo tente apagar, a memória nos enfraqueça, o sentimento se renove. As que marcam, sempre vão ficar.
Ela rabisca, como de costume, desejando uma nova ideia. Em vão, os vários traços e pequenos círculos de sempre dominam o papel como se ilustrassem a confusão que ali habita. Aquela jovem moça se esbarra na ânsia por tudo querer, mas nada poder. A impotência de criar ideias que apenas preenchem o vazio das folhas antes em branco, que jamais passam de meras anotações. A vontade, as vezes intensa, se afunda no dia a dia em meio a turbulenta pressão do tempo que voa e não lhe permite se dedicar ao que gosta, a não ser ao sono de noites mal dormidas tentando se encontrar em uma realidade paralela através dos sonhos. Em meio a crise econômica, ela se depara com a existencial. Talvez seja o peso dos seus vinte e cinco anos que já soam apenas como aqueles cinco, que faltam para chegar aos trinta. E então, se atropela com tantas cobranças na mente. Ela por ve...
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